Educação Financeira para todos

Apesar de a casa própria estar certamente entre os maiores investimentos que uma pessoa ou família pode fazer, poucos brasileiros se preocupam em contratar um seguro residencial. Como entender isso? 

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Simples! Diante do orçamento apertado, muitos brasileiros são forçados a fazer escolhas, e acabam optando por evitar gastos que não consideram tão necessários. Também contribui para isso a percepção errada de que o seguro residencial é um produto caro. Afinal, se o seguro do carro pesa no seu orçamento, como não esperar que o seguro da casa, bem cujo valor é muito maior, não seja mais caro?

Relativamente barato
O custo de um seguro está intimamente relacionado ao risco de que a seguradora venha efetivamente a ter que pagar a indenização. Este risco é bem menor nas residências do que nos veículos. Por isso, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o seguro residencial não é caro. 

O custo do seguro varia de acordo com o tipo de cobertura que o segurado deseja (básica ou mais completa). Em geral, o custo anual da apólice varia entre 0,05% e 3% do valor segurado. 

O que entra na cobertura?
Todas as seguradoras são obrigadas a oferecer uma cobertura básica, cobrindo perdas contra raios, explosão ou incêndio, mas também existem coberturas opcionais, como por exemplo, contra danos elétricos e quebra de vidros, inundação, roubo e furto, e até mesmo de responsabilidade civil. Esta última, por exemplo, pode ser útil para o caso de um vazamento no seu imóvel causar danos materiais no imóvel de um vizinho.

Como, muitas vezes, os danos causados ao imóvel exigem que o morador seja forçado a morar em outro local por algum tempo, algumas seguradoras também oferecem cobertura para "perda com aluguel". Neste caso, você será ressarcido se, devido a um incêndio, inundação ou outro evento que esteja previsto no contrato, você seja forçado a morar, mesmo que temporariamente, em outro imóvel.

Mas, é preciso ficar atento, pois alguns danos não são cobertos. Esse é o caso, por exemplo, de falhas no projeto de construção ou desgaste de material usado na obra. 

Também são excluídos danos relacionados à má conservação do imóvel, desocupação por longo tempo etc. Para evitar dúvidas e controvérsias, caso você precise acionar o seguro, certifique-se de que todas as exclusões estejam incluídas no contrato.

De que cobertura você precisa?
Antes de contratar um seguro, avalie a que tipo de riscos o seu imóvel está exposto. Por exemplo, que tipo de imóvel você tem: apartamento, casa térrea ou um sobrado? Quais os riscos aos quais seu imóvel está exposto? Cabe a você escolher qual cobertura irá contratar: quanto maior o número de coberturas, maiores os gastos.

Se você mora em apartamento, a lei obriga o imóvel a ter seu próprio seguro, mas estes seguros são menos abrangentes, já que, em geral, não cobrem perdas que venham a acontecer em um só apartamento. Portanto, o melhor é contratar um seguro individual que cubra riscos mais específicos do seu imóvel, ou simplesmente só os bens materiais (eletrodomésticos, eletrônicos, etc.) que você possui.

Para sua maior segurança, prepare lista detalhada com bens e aparelhos que serão cobertos pelo seguro, já que muitas seguradoras não realizam vistoria prévia e cabe a você assegurar que a lista detalhada seja anexada à apólice de seguro. Em geral, joias e obras de arte necessitam de cobertura adicional.

Antes de acionar a seguradora, compare o custo de reparo ou reposição com o da franquia, já que, muitas vezes, não vale a pena acionar a franquia. Lembre-se que, na hora da renovação, a ausência de sinistro pode levar a seguradora a oferecer descontos de 10 a 30%.

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