Educação Financeira para todos

O que avaliar antes de escolher uma aplicação financeira? Risco, retorno e prazo são variáveis de extrema importância. No entanto, há um aspecto que, muitas vezes, é deixado de lado, na hora de escolher o melhor destino para o seu dinheiro: os impostos incidentes em cada operação.

Custos ao investir

O planejamento tributário, muito ouvido em discussões de empresas e negócios, é importante, também, para garantir bons retornos nas aplicações e para incentivar o aproveitamento de benefícios previstos em lei, como isenções, compensações de perdas etc. 

Planejamento
É recomendável conhecer os tributos que incidem em cada aplicação, o momento da tributação, os benefícios fiscais do investimento e quais os impactos dos encargos nos rendimentos, na hora de escolher a melhor modalidade para investir o seu dinheiro.

Na movimentação das aplicações, também é importante o planejamento, seja para aproveitar as isenções - que, como no caso da renda variável, se dá até um valor limite de transação -, seja para prestar contas com o Leão, que depende de muita organização do investidor no sentido de guardar todos os documentos referentes às operações.

Tributação
Conheça a tributação e os benefícios fiscais em algumas das aplicações mais populares do mercado:

Poupança - isenta de IOF e IR (em investimentos feitos por pessoa física).

CDB e Fundos DI – as alíquotas, tanto de IOF quanto de IR, variam de acordo com o tempo da aplicação. No caso do IOF, a tributação ocorre para saques com menos de 30 dias de aplicação, sobre a rentabilidade, e é proporcional ao número de dias aplicados - quanto menor o tempo de aplicação, maior a alíquota.

Para o Imposto de Renda, a alíquota também depende do tempo de aplicação, seguindo os seguintes intervalos:

  • Aplicações até 180 dias: 22,5%;
  • Aplicações de 181 a 360 dias: 20%;
  • Aplicações de 361 a 720 dias: 17,5%;
  • Aplicações acima de 720 dias: 15%. 

Mercado de ações – para vendas mensais acima de R$ 20 mil, a alíquota adotada no cálculo do imposto de renda sobre o ganho de capital obtido nas operações com renda variável é de 15% (nas operações de day trade, a alíquota aplicada é de 20%).

Além disso, todas as operações realizadas em bolsa de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas sujeitam-se ao imposto de renda na fonte, à alíquota de 0,005%, como antecipação, podendo ser compensado com o imposto de renda mensal na apuração do ganho líquido. No caso de day trade, a alíquota é de 1%.

Por outro lado, os ganhos líquidos de pessoas físicas em operações no mercado à vista de ações, cujo valor das vendas realizadas em cada mês seja igual ou inferior a R$ 20 mil para o conjunto de ações, estão isentos do Imposto de Renda. A exceção está, mais uma vez, nas transações de day trade, nas quais não existe isenção, independentemente do valor da alienação.

Previdência Privada – a modalidade possui dois diferentes modelos de tributação: o progressivo e o regressivo. O primeiro segue a tabela progressiva do IR e pode ser compensado na declaração de ajuste anual. O segundo, com tributação exclusiva, é indicado para quem tem visão de longo prazo, pois as alíquotas do IR diminuem com o passar o tempo, variando de 35% (até dois anos de investimento) para 10% (para aplicações acima de dez anos).

Sobre os benefícios fiscais, as contribuições aos planos do tipo PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) podem ser deduzidas do imposto a pagar, ao limite de 12% da renda tributável do contribuinte. Os planos do tipo VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) não possuem o benefício da dedução, no entanto, no resgate ou no pagamento do benefício, a tributação incide apenas sobre os rendimentos, enquanto no PGBL os encargos são calculados sobre o montante total da aplicação.

Fontes/Links úteis:
http://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/
http://idg.receita.fazenda.gov.br/

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