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Tablets: você precisa mesmo de um?
Não faz muito tempo que os tablets foram inventados e há quem jure que não pode viver sem um. De executivos a donas de casa, todos parecem querer um tablet para chamar de seu. Mas será que você precisa mesmo do equipamento e sabe exatamente para que serve?
Wagner Oliveira, diretor de sistemas fundador da empresa Two-s Tablet Solution, acha que não. “Infelizmente um equipamento tão complexo tem sido usado, em grande parte, apenas como meio mais prático de acessar a internet, enquanto que, por meio dos aplicativos, suas funcionalidades se tornam infinitas. Até uma grande ferramenta de alfabetização ele pode ser”, afirma.
No entanto, é fato que não compramos algo apenas por precisar. Muitas vezes a compra é baseada apenas no querer. E quem quer comodidade, mobilidade e diversas funções em um único aparelho pode sim comprar um tablet, já que, por meio dos aplicativos, é possível transformá-lo em um GPS, numa verdadeira secretária virtual – alertando sobre compromissos, desativando sons quando você entra em reunião e informando a quem lhe procura que você não está disponível no momento – ou ainda em um sistema completo de gerenciamento do lar, com um inventário do que há (e do que falta) na dispensa, lista de compras de supermercado (com preços, marcas e quantidades desejadas), planilha organizacional com contas a pagar, datas de vencimento e gastos do mês - tudo de forma inovadora, prática e criativa. Ou seja, o céu parece ser mesmo o limite!
Mas qual comprar?
Constatada a vontade de ter um, é hora de avaliar qual o mais indicado. Para isso, é importante saber o que vai se fazer com ele.
Equipamentos mais baratos podem atender às suas necessidades ou se tornarem um elefante branco, sem função, que lhe obrigará a comprar um mais caro – e mais eficaz – pouco tempo depois. “Com o aumento de modelos disponíveis, não dá para eleger o tablet ideal. Tudo depende do que o consumidor precisa. O perfil do usuário é o que deve ser mais levado em consideração na hora da compra. Hardware e software são muito importantes, mas sem saber antecipadamente para que você quer usar o equipamento, há grandes chances de você fazer uma compra errada”, alerta o diretor de sistemas.
Portanto, equipamentos com processador inferior a 1Ghz, memória RAM menor do que 2 gb e memória interna menor do que 16gb podem perder a utilidade em curto período de tempo. Outro fator importante a ser observado é o sistema operacional. Atualmente dois se destacam no mercado: Android, do Google, e IOS, da Apple. “Embora haja uma idolatria com a Apple, é difícil dizer qual é melhor. O importante é a pessoa conhecer e ver com qual ela tem mais familiaridade e entrosamento. Uma boa pesquisa pode ajudar a decidir”.
Vale a pena ainda dar atenção especial ao tamanho do aparelho. Se a intenção é levar na bolsa, um menor pode resolver. Mas, se você quer assistir filmes nele, talvez seja melhor uma tela maior.
De olho nos preços
Atualmente Samsung e Apple são as empresas mais representativas quando o assunto são os tablets.
De acordo com levantamento efetuado pelo Portal InfoMoney, o iPad, da Apple, sai por R$ 1.629 na loja virtual da marca, em sua versão 16GB, conexão apenas via Wi-fi. O equipamento com a mesma configuração, mas com acesso 3G à internet, sai por R$ 2.019.
Já a linha Galaxy tab, da Samsung, tem dois modelos: um com tela de 7 polegadas e outro com dez. No modelo menor, a versão com wi-fi sai por R$ 999, enquanto a versão com 3G custa R$ 1.499, mas possui também TV Digital e funciona como telefone celular. Já o modelo com tela de 10 polegadas custa R$ 1.599 na versão wi-fi e R$ 1.999 na versão 3G.
Vale ressaltar que os modelos 3G exigem um pacote de internet móvel, para que seja possível acessar a rede de qualquer lugar (embora o wi-fi também funcione nessas versões, mas o acesso fica restrito a redes com sinais abertos). Os preços dos pacotes 3G costumam ser os mesmos que as operadoras oferecem para os smartphones.
Aqui é preciso observar o volume de tráfego contratado: alguém que acessará pouco a internet não precisa pagar um pacote de 500MB, ao mesmo tempo em que o usuário mais frequente certamente pagará por megas avulsos – que são mais caros – se contratar um pacote de 50MB.

